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Gerir o orçamento familiar e poupar

Gerir o orçamento familiar é essencial para criar uma poupança sólida e garantir estabilidade financeira em períodos de menor rendimento. Ao controlar despesas, calcular a taxa de esforço e definir metas de poupança, é possível construir uma almofada financeira para enfrentar imprevistos.

Mealheiro rosa em primeiro plano, família sorridente desfocada ao fundo Mealheiro rosa em primeiro plano, família sorridente desfocada ao fundo
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Gerir o orçamento familiar é o primeiro passo para poupar. Saiba como garantir uma boa poupança para superar fases em que possa ter menos rendimentos.

Como conseguir poupar?

Para alcançar uma boa taxa de poupança e ter uma almofada financeira para fazer face a um período menos favorável é necessário saber gerir o orçamento familiar.

Quando os rendimentos estão mais folgados, é comum não pensar no que pode correr menos bem e, por isso, a poupança é um pouco descurada. No entanto, e quando, por qualquer razão, há uma quebra nas receitas ou um aumento das despesas, facilmente se percebe que a almofada financeira teria sido bastante útil.

Cada caso é um caso e não existem regras iguais para todos. Ainda assim, há alguns passos que pode dar para gerir de forma mais eficaz o seu orçamento familiar.

Fazer contas

Para conseguir calcular quanto pode poupar ou perceber as razões que podem levar a que chegue ao fim do mês com pouco dinheiro, é preciso ter uma ideia correta do que recebe e do que gasta.

Por um lado, calcular as receitas é relativamente fácil, já que, geralmente, chegam através de salários ou pensões. Mas perceber quanto se gasta pode ser mais complexo.

Isto porque é necessário ter em conta despesas fixas, – como as prestações dos créditos ou a mensalidade do infantário, por exemplo – despesas pontuais (como um presente de aniversário) e as chamadas “despesas fantasma”.

Estas últimas podem ser os gastos com que já devia contar, mas que se esqueceu de orçamentar, como um seguro pago anualmente. Há também quem se refira a “despesas fantasma” como as pequenas compras por impulso que fazemos sem pensar e que acabam por pesar no orçamento: cafés, raspadinhas, doces para as crianças, etc.

Casal a discutir documentos no sofá, homem a gesticular Casal a discutir documentos no sofá, homem a gesticular

Calcular a taxa de esforço

Uma grande percentagem do orçamento familiar é destinada ao pagamento de prestações de crédito e esta é uma situação a que deve dar especial atenção, já que estes encargos têm um peso significativo no orçamento.

Uma das formas de perceber este peso é calcular a taxa de esforço, ou seja, a percentagem do rendimento que é gasta para pagar as prestações de créditos.

Pode calcular a taxa de esforço usando a seguinte fórmula:

Taxa de esforço = (Encargos financeiros mensais / Rendimento) x 100

A taxa de esforço máxima recomendada pelo Banco de Portugal é de 50%, ou seja, os encargos com empréstimos não devem ultrapassar metade do rendimento disponível.

Ainda assim, tenha em atenção que este é o valor máximo e que, quanto menor for a taxa de esforço, mais rendimento terá disponível para fazer face às outras despesas.

Evitar o saldo negativo

Ao calcular a taxa de esforço e ao subtrair, aos seus rendimentos, as despesas que tem, poderá ficar com uma ideia concreta da sua situação financeira.

Se o saldo for negativo, deve repensar os gastos, por exemplo, através da renegociação de contratos ou do corte de todas as despesas supérfluas.

Cortar os gastos variáveis é sempre mais fácil e é algo que pode fazer a curto prazo, mesmo que o impacto no seu orçamento seja pequeno.

Já renegociar os créditos ou os contratos de telecomunicações pode ser um processo mais demorado, mas que deverá fazer para poupar dinheiro.

O exercício de reequilibrar o orçamento pode não ser simples, mas quanto mais cedo o fizer, menos hipóteses terá de entrar em incumprimento.

Caso comece a sentir dificuldades para cumprir os seus compromissos bancários, deve alertar a sua instituição de crédito e tentar renegociar os seus empréstimos.

Contas equilibradas? Comece a poupar 

Se o saldo for positivo, calcule uma percentagem para ser dedicada à poupança. O valor depende do orçamento de cada família, mas 10% pode ser um bom valor inicial.

O hábito de poupança pode não estar diretamente relacionado com o rendimento disponível, mas com a perceção de que é realmente necessário colocar algum dinheiro de lado.

Assim, e se quer adquirir este hábito, o melhor será entender a poupança como uma despesa fixa e reservar, todos os meses, um determinado valor que pode pôr numa conta-poupança ou até num PPR, para não ter a tentação de o gastar.

Os especialistas recomendam que, para fazer face a situações que possam levar a uma quebra de rendimento, o ideal será ter uma almofada financeira que corresponda, no mínimo, a 3 meses de despesas.

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Recuperar depois de uma crise

Por vezes, e por muito cuidado que tenha com as suas finanças pessoais, pode ser surpreendido, por exemplo, por uma situação de desemprego ou doença, que implique uma quebra de rendimento e obrigue a gastar a poupança que fez.

Ultrapassado esse momento menos bom, há que voltar a equilibrar as contas e preparar uma nova almofada financeira.

Nesta fase, o caminho é bastante semelhante ao que foi feito para gerir o orçamento: calcular rendimentos e despesas e procurar que o saldo seja equilibrado.

Como tem de repor a poupança, pode encontrar uma forma de aumentar a receita que pode passar, por exemplo, por rentabilizar um hobbie ou até vender artigos que já não usa.

Esses valores, que acabam por ser um “extra”, podem ser colocados numa conta poupança, iniciando assim um novo fundo de reserva para fazer face a eventuais imprevistos.

No que respeita à despesa, e mesmo que o rendimento aumente, deve mantê-la equilibrada, sem subir a taxa de esforço ou aumentar gastos desnecessários. Os hábitos de poupança anteriormente adquiridos serão certamente uma grande ajuda nesta fase de retoma.

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