Como criar uma reserva de emergência?
Uma reserva de emergência é uma poupança de emergência que ajuda a lidar com imprevistos que possam afetar os rendimentos, como o desemprego, uma doença ou um divórcio. Ter este fundo permite enfrentar esses momentos com maior estabilidade e segurança financeira.
Uma reserva de emergência serve para atenuar o impacto de situações inesperadas que provoquem uma diminuição de rendimentos. É uma poupança a que pode recorrer em caso de imprevisto.
Porque deve ter uma reserva de emergência?
Por muitas regras que tenha na sua vida e por mais que tente ter tudo sob controlo, os imprevistos acontecem. Por vezes existem situações que podem afetar o seu nível de vida e levar a uma reorganização financeira.
Por exemplo, o desemprego, uma doença, ou um divórcio, quando acontecem, levam a uma diminuição do rendimento disponível e a uma reorganização das finanças pessoais.
Um subsídio de desemprego ou uma baixa médica reduzem drasticamente o valor que recebe mensalmente e, no caso do divórcio, terá de passar a suportar sozinho as despesas que antes eram divididas.
Para quem enfrenta estas situações, pensar em como pagar as contas é uma preocupação acrescida, sobretudo quando não há uma poupança a que possa recorrer. Uma reserva de emergência serve para acautelar este tipo de situação.
Como criar uma reserva de emergência?
O primeiro passo será determinar a sua situação financeira. Ou seja, saber exatamente quanto recebe e quanto gasta por mês.
A resposta nem sempre é tão fácil e rápida como se possa pensar. Isto porque, muitas vezes, não se conhece bem o valor do salário líquido, ou porque é variável.
Por outro lado, calcular a despesa também não é tão simples como parece. Tendemos a esquecer as pequenas despesas, como os cafés e pequenos-almoços, a semanada das crianças ou outras contas de menor valor.
Para calcular a sua reserva de emergência, terá de saber quanto recebe e quanto gasta por mês. Pode usar uma app ou recorrer a uma tabela, mas estas contas devem ser feitas. Só tendo estes valores bem definidos poderá perceber de quanto precisa para pagar todas as contas.
Mas vamos por partes. Afinal de contas, como deve criar a sua reserva de emergência?
- Crie um orçamento mensal: Organize os seus rendimentos e despesas para perceber quanto pode poupar todos os meses. a App Millennium pode fazer esta gestão facilmente com a funcionalidade Gerir. Pode criar categorias organizadas, criar orçamentos com limites, comparar a evolução dos seus gastos e muito mais.
- Separe a reserva do resto do dinheiro: Guarde a reserva numa conta à parte, preferencialmente com boa liquidez, mas fora da conta do dia a dia, para evitar tentações. Com o Apparte, na sua App Millennium, pode criar objetivos de poupança, pôr e tirar dinheiro quando quiser, sem custos. Pode até usar um objetivo já criado especificamente para isso: a “reserva de emergência”.
- Reforce sempre que possível: Programe uma transferência automática para a conta da reserva logo após receber o ordenado.
- Evite usar a reserva para outros fins: Só deve recorrer a este fundo em situações verdadeiramente urgentes, como perda de rendimentos ou despesas médicas inesperadas.
Depois de criar esta estratégia, deve perceber quanto pode poupar por mês para construir a sua poupança. E, sobretudo, não desistir da ideia, mesmo que o valor seja baixo: 5% do seu rendimento é um bom princípio, mas se tiver de começar com menos, não perca a motivação.
O provérbio que diz “grão a grão enche a galinha o papo” aplica-se perfeitamente a este objetivo.
Como posso poupar?
Depois de tomada a decisão de fazer uma reserva de emergência, é altura de decidir como vai fazer essa poupança.
A solução mais óbvia passa pela abertura de uma conta, que pode ser uma conta poupança, com entregas programadas ou automáticas. Ou seja, pode optar por transferir um determinado valor todos os meses, ou reforçar essa poupança, por exemplo, quando recebe o subsídio de férias ou de Natal.
Um depósito a prazo pode também ser uma boa opção. Em ambos os casos, sofre penalização nos juros caso levante o dinheiro antes do prazo combinado. No entanto, e tendo em conta que este valor está destinado a uma emergência, até pode não ter necessidade de mexer no dinheiro.
Subscrever Certificados de Aforro, que têm capital garantido, ou um PPR, são outras opções a ter em conta. O PPR pode ser mais interessante, porque tem benefícios fiscais, mas também pode envolver risco, consoante o produto. Além disso, permite o resgate do dinheiro aplicado em situações como desemprego de longa duração, incapacidade permanente ou doença grave. Os Certificados de Aforro são mais seguros na garantia de capital, mas podem oferecer taxas mais baixas do que o PPR.
De quanto vou precisar?
Tudo depende das despesas que tem mensalmente.
A maioria dos especialistas recomenda que tenha, pelo menos, uma reserva com o equivalente a 6 meses de despesas mensais.
Ou seja, se tem despesas mensais no valor 1.000 euros, deve ter uma reserva de emergência de, pelo menos, 6.000 euros.
Depois de atingir este valor, pode reforçá-lo sempre que for possível, ou aplicá-lo e começar a construir um segundo fundo de reserva.