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ImpostosDia a dia

Como calcular o salário líquido?

Descubra como calcular o salário líquido e perceba quanto recebe realmente após os descontos obrigatórios. Conheça a fórmula, os fatores que influenciam o valor final e as dicas para gerir melhor o seu rendimento mensal.

Maço de notas de 50 euros presas por um clipe de dinheiro em fundo azul Maço de notas de 50 euros presas por um clipe de dinheiro em fundo azul
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Saber como calcular o salário líquido é essencial para perceber qual o seu ordenado ao fim do mês, depois dos descontos.

A importância do conhecimento

Calcular o salário líquido pode parecer complicado, até porque existem variáveis que diferem de caso para caso e que podem fazer com que duas pessoas que ganhem exatamente o mesmo ordenado levem para casa valores diferentes.

Saber o valor do salário líquido é importante, por exemplo, ao negociar um contrato de trabalho, ao pedir um empréstimo ou até para gerir o seu orçamento familiar.

Não saber a distinção entre salário líquido e salário bruto faz com que, muitas vezes, se possa ter uma deceção ao verificar que o ordenado que é depositado na conta é bastante inferior ao que esperava receber.

Isto acontece porque, provavelmente, estava a contar com o valor do salário bruto e não fez as contas aos descontos obrigatórios, que vão diminuir esse valor. Por outro lado, pode perceber que o colega do lado, pelo simples facto de ter filhos, pode receber um ordenado líquido mais alto.

A fórmula

Parece confuso, não? No entanto, tudo se resume a uma fórmula simples:

Salário líquido = salário bruto – descontos para Segurança Social – descontos para IRS

Para fazer estes cálculos, porém, terá de ter em conta outros fatores que condicionam, o valor do seu salário. Por exemplo, se no seu recibo mensal de vencimento estão incluídos os duodécimos de subsídios de férias e de Natal.

Outro valor que pode contar para o salário é o do subsídio de refeição. Se for pago em dinheiro e não exceder 6,15€ por dia (valor de 2026), está isento de IRS e de contribuições para a Segurança Social. Só será tributado o montante que exceder esse limite.

Se, por exemplo, recebe 7€, só será tributado sobre 0,85€ (o equivalente a 7€ menos 6,15€).

Se este subsídio for pago em cartão ou vales refeição, o limite diário de isenção sobe para 10,46€ (valor de 2026). Só a parte que exceder este valor é que fica sujeita a IRS e contribuições.

Impostos e contribuições

Depois de calculados todos os valores que constituem o salário bruto, é altura de subtrair o valor dos descontos que, no caso dos trabalhadores por conta de outrem, é de 11%.

O valor dos descontos para o IRS difere de caso para caso, já que se trata de um imposto progressivo, ou seja, quanto mais ganhar, maior é o valor dos descontos.

No entanto, há outros fatores que vão ser determinantes para calcular o valor do imposto, como ser casado ou solteiro e ter ou não dependentes. Residir em Portugal Continental, Açores ou Madeira também vai ter influência nos descontos para o IRS.

As tabelas de retenção de IRS são atualizadas anualmente e estão disponíveis no Portal das Finanças.

Se não tem muito jeito para contas, existem simuladores online onde pode inserir todos os dados já referidos, para obter o seu salário líquido.

Mão a empilhar moedas em pilhas crescentes, simbolizando poupança Mão a empilhar moedas em pilhas crescentes, simbolizando poupança

Como fazer render o salário

Feitas as contas, pode chegar à conclusão de que o ordenado que recebe não lhe vai permitir ter a folga financeira que desejava.

Embora não seja possível multiplicar o ordenado, há sempre formas de fazer com que não existam grandes desvios entre o que recebe e o que pode gastar.

Ter a noção exata de quanto ganha e de quanto vai necessitar para as despesas básicas é o primeiro passo.

Depois, há que atribuir, a cada tipo de despesa, um limite máximo, estabelecendo, por exemplo, que não pode gastar mais do que 30% ou 40% com a renda ou prestação da casa, ou que as despesas de lazer não podem ser superiores a cinco ou dez por cento do que ganha.

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Conhecer Gerir

Tentar renegociar créditos e despesas é outra forma de “aumentar” o ordenado, já que, ao reduzir gastos fixos, fica com mais margem de manobra.

Fale com o seu Banco e opte por contas de serviços integrados, ou que lhe ofereçam descontos em produtos ou serviços.

Todas as opções que lhe permitam gastar menos são boas escolhas, até porque, ao poupar, estará a amealhar para algum imprevisto que possa surgir.

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