Como financiar os estudos e investir na educação?
Financiar os estudos pode ser um desafio, mas existem várias opções de apoio. Desde bolsas de estudo no ensino obrigatório e superior, a apoios sociais e créditos com garantia do Estado, há soluções para diferentes situações. O acesso depende do rendimento familiar, aproveitamento escolar e outros critérios.
O saber não ocupa lugar, mas pode requerer um investimento. Quando o orçamento é curto, encontrar formas de financiar os estudos pode ser a solução para continuar a estudar.
As despesas com a educação são uma fatia importante do orçamento de qualquer família e, mesmo para quem não tem filhos e quer continuar a estudar, nem sempre é fácil pagar os estudos.
Descubra como continuar a investir na educação, mesmo com orçamento limitado.
Educação com uma ajuda extra
Os livros gratuitos e os passes mais baratos para estudantes são uma grande ajuda. No entanto, as famílias mais numerosas e com recursos mais baixos podem começar a sentir dificuldades para financiar os estudos dos filhos logo nos primeiros anos de ensino.
Nestes casos, recorrer à Ação Social Escolar (ASE) é a forma de garantir o apoio do Estado, através de uma comparticipação económica para a alimentação, material escolar e visitas de estudo.
Através da Segurança Social é também possível pedir bolsas de estudo para jovens que estejam a frequentar o 10.º, 11.º ou 12.º ano de escolaridade (ou nível equivalente) e que tenham menos de 18 anos.
A atribuição destas bolsas depende não só do rendimento do agregado familiar, mas também do aproveitamento escolar.
São elegíveis famílias cujos rendimentos sejam correspondentes ao 1.º ou ao 2.º escalão do abono de família.
A bolsa de estudo é igual ao valor do abono de família para crianças e jovens que o aluno esteja a receber, sendo majorada no caso de ser uma família monoparental.
Financiar os estudos no ensino superior
As despesas com educação aumentam substancialmente quando se chega ao ensino superior, sendo, por vezes, demasiado pesadas para os pais ou para o próprio estudante
A solução pode passar por recorrer a bolsas de estudo atribuídas pelo Estado e destinadas a estudantes inscritos em cursos superiores profissionais, de licenciatura, de mestrado ou mestrado integrado.
Estão ainda abrangidos licenciados ou mestres que, no período de 24 meses após a obtenção do grau, se encontrem a fazer estágio profissional para o exercício de uma profissão.
Os pedidos são feitos online, através da plataforma BeOn. Para atribuição da bolsa são necessários dados sobre a situação financeira e patrimonial do agregado familiar.
Depois de submetidos, os pedidos são analisados pelos serviços de ação social da instituição de ensino superior.
No caso de estudantes do ensino privado, a análise é feita pelos Gabinetes de Ação Social da instituição, sendo que, em relação a alguns estabelecimentos de ensino, essa análise ainda é realizada pela Direção de Serviços de Apoio ao Estudante da Direção-Geral do Ensino Superior.
Condições de acesso
Para que se possam candidatar a estas bolsas de estudo, os estudantes não podem ter um diploma de grau igual ou superior ao grau do curso em que estão inscritos.
Têm de estar inscritos num mínimo de 30 ECTS (Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos) e ter obtido aprovação nas ECTS do ano anterior.
O candidato terá de estar em condições de terminar o curso em que está inscrito no máximo um ano após a duração normal do curso (se a duração normal for de 3 ou menos anos) ou no máximo 2 anos após, para cursos com duração normal superior a três anos.
Em relação à situação financeira, e para que o aluno tenha direito a apoio financeiro, o rendimento por pessoa do seu agregado familiar deve ser igual ou inferior à soma de 16 vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS), acrescido do valor da propina máxima anual para o 1.º ciclo de Ensino Superior. O valor do IAS e da propina máxima são atualizados anualmente.
O património mobiliário (contas, certificados, ações, fundos, etc.) deve ser inferior a 102.936€ no final do ano anterior ao início do ano letivo. O valor dos imóveis não pode ser superior a 600 vezes o IAS.
O candidato também não deve ter dívidas às Finanças nem à Segurança Social.
O valor mínimo a pagar, em dez prestações mensais, é o equivalente ao valor anual da propina efetivamente paga.
Outros apoios para financiar estudos
A bolsa de estudos Programa +Superior incentiva os estudantes a frequentarem instituições de ensino superior onde a procura é menor.
Existem ainda outras ajudas para financiar os estudos no ensino superior, como o complemento de alojamento para estudantes deslocados não bolseiros.
As bolsas de estudo da Instituição Universitária ou de Mérito Social, embora não disponíveis em todas as universidades, apoiam estudantes que colaborarem em tarefas e trabalhos necessários ou até em instituições de solidariedade.
Já as bolsas de estudo por mérito são atribuídas pela instituição de ensino a alunos com um percurso escolar excecional.
Para obter financiamento para o doutoramento é necessário apresentar uma candidatura na Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
É igualmente possível obter financiamento para estudar no estrangeiro. O Portal da Juventude e o Estudar na Europa (da Comissão Europeia) têm informações sobre programas que atribuem bolsas para financiar os estudos fora do país.