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Negociar em Bolsa: tudo o que deve saber

Negociar em Bolsa exige conhecimento, pois envolve riscos e não garante retorno imediato. Deve usar intermediários financeiros autorizados e considerar custos, impostos e flutuações do mercado. Informe-se bem, diversifique investimentos e use ferramentas como apps especializadas.

Representação digital abstrata de dados financeiros com linhas e pontos luminosos Representação digital abstrata de dados financeiros com linhas e pontos luminosos
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A ideia de negociar em Bolsa está muitas vezes associada a clichês de cinema, em que cada momento é completamente dramático e é possível ganhar milhões em poucos segundos, sem grande esforço.

É verdade que é uma forma de investimento que permite obter rentabilidade e que as oscilações podem ser emocionantes, mas trata-se de um mercado regulado e supervisionado, com regras claras. E, como todos os investimentos, implica algum trabalho e conhecimento.

Conhecimentos básicos da Bolsa

Para as empresas, recorrer à Bolsa é uma forma de obterem mais financiamento. Para os investidores, as ações e as participações nestas empresas são as formas mais comuns de obterem rentabilidade.

Ao comprar ações de uma empresa, passa a ter uma parte dessa empresa, o que lhe dá direitos como votar nas assembleias gerais ou receber dividendos.

O valor das ações varia diariamente e está muitas vezes dependente de fatores externos que não pode controlar, como as perspetivas de crescimento da empresa, lucros ou prejuízos, problemas no negócio e até fatores políticos ou naturais, como ameaças de guerra ou desastres ambientais.

Imagine que comprou ações de uma farmacêutica e que essa empresa começa a comercializar a cura para uma doença. O valor das suas ações vai subir e, se as vender, vai ganhar dinheiro. Se, pelo contrário, um produto dessa empresa causar problemas de saúde, as ações desvalorizam.

No caso das obrigações, a empresa pode não conseguir pagar a dívida e, por isso, o investidor pode não receber o dinheiro que emprestou. Existem também outros produtos financeiros, como ETF ou CFD. Estes últimos exigem um nível de conhecimento mais elevado e não são recomendados para quem está a começar.

Como negociar?

Negociar em Bolsa não é algo que possa começar a fazer imediatamente, uma vez que, enquanto investidor particular, não pode simplesmente ir a um site e comprar e vender ações.

Os produtos cotados na Bolsa são transacionados através de intermediários financeiros, como Bancos, corretoras ou gestores de patrimónios. São eles que vão comprar ou vender, cumprindo as suas ordens.

Existe uma lista de intermediários autorizados pelo Banco de Portugal e pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e quem não estiver registado não pode exercer a atividade.

A CMVM não só supervisiona os mercados mobiliários como, através do Departamento de Relação com o Investidor (DRI), como também pode esclarecer dúvidas sobre os direitos ou sobre se uma pessoa ou empresa está autorizada a atuar na área da intermediação financeira.

No entanto, o seu Banco ou corretora têm a obrigação de o informar e de esclarecer todas as suas dúvidas sobre produtos financeiros.

Quais são os riscos de negociar em Bolsa?

Negociar em Bolsa não é o mesmo que ter o seu dinheiro numa conta ou num depósito a prazo. Ou seja, há risco envolvido e não é garantido que tem de volta o dinheiro que investiu.

Pode ganhar ou, caso haja desvalorização, perder parte ou todo o dinheiro que investiu. As perdas são maiores quando os investidores, perante o primeiro sinal de desvalorização, começam a vender as suas ações por um valor inferior ao da compra.

O valor das ações não é estático e, desde a abertura até ao fecho da Bolsa, existem flutuações que dependem não só do que se passa na empresa – como novos produtos ou bons resultados financeiros – mas também de fatores externos. Uma epidemia, como o Covid-19, ou alterações no preço do petróleo, podem ajudar a valorizar ou a desvalorizar uma empresa.

Por isso, uma ação que neste momento valha 100€, pode, daqui a umas horas, valer 80€.

Outro dos riscos está associado à liquidez, ou seja, à maior ou menor facilidade com que essas ações podem ser vendidas. Para conseguir avaliar a liquidez, basta consultar a informação sobre as transações diárias, disponível no site da Bolsa de Lisboa ou noutros meios especializados.

Custos de negociar em Bolsa

Negociar em Bolsa pode ser lucrativo, mas tem despesas associadas, nomeadamente as comissões dos intermediários financeiros e outros custos associados à gestão da conta de títulos.

Outro aspeto a ter em conta é que terá de informar as finanças sobre as ações que vendeu, através do preenchimento do anexo G na declaração de IRS.

Se, com a venda de ações tiver mais lucros do que prejuízos, poderá ter de pagar imposto sobre as mais-valias.

Os dividendos pagos pelas empresas também estão sujeitos a impostos, mas são retidos na fonte, ou seja, o valor é pago ao Estado pela empresa antes de entrar na sua conta.

Dicas para negociar em Bolsa 

Agora que já sabe algumas regras básicas sobre o funcionamento do mercado, poderá estar interessado em investir. O primeiro passo é falar com o seu Banco ou corretora, que servirá como intermediário.

O aconselhamento especializado é a melhor forma de conseguir ser bem-sucedido neste tipo de investimento, mas há alguns princípios que deve seguir.

Antes de começar, é importante:

  • Definir quanto quer investir;
  • Saber que tipo de investimento quer fazer e qual o nível de risco que se adequa ao seu perfil;
  • Conhecer a empresa em que vai investir e a dinâmica no mercado, para saber quais são os fatores que podem influenciar o valor das ações;
  • Diversificar a carteira de investimentos, ou seja, não ter apenas ações de uma empresa ou não investir apenas em ações, subscrevendo também outros produtos;
  • Manter-se informado sobre os seus investimentos.

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Os conteúdos apresentados não dispensam a consulta da informação legal e das entidades públicas ou privadas especialistas em cada matéria.