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Crédito

Consolidar créditos: o que saber antes de decidir

Consolidar créditos significa juntar vários empréstimos numa única prestação mensal. Pode ser uma solução para reduzir encargos e facilitar a gestão do orçamento familiar. Antes de decidir, é importante avaliar a sua situação financeira e as condições de acesso.

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Consolidar créditos pode ser uma opção se sentir dificuldades em pagar empréstimos. Conheça os prós e os contras desta solução.

O que é e como funciona?

Uma das formas de evitar dívidas, por não conseguir pagar os empréstimos, pode ser consolidar créditos. Esta solução consiste em reunir, numa única prestação, todos os créditos, mesmo que sejam de instituições diferentes.

A dívida, que pode incluir vários tipos de créditos (incluindo à habitação) e dívidas de cartões de crédito, passa a estar concentrada num só Banco. Assim, e em vez de pagar prestações a vários Bancos, ficará com uma prestação única.

Em alguns casos, esta pode ser a solução para evitar o incumprimento, mas existem outros casos em que a melhor opção passa por renegociar um dos créditos — geralmente o crédito habitação.

O que devo fazer primeiro?

Para que possa decidir, e até para que perceba exatamente quais são as suas dívidas com créditos, pode aceder, através do Banco de Portugal (BdP), à Central de Responsabilidades de Crédito (CRC).

A CRC é uma base de dados que inclui as responsabilidades de crédito assumidas por empresas e particulares. Qualquer pessoa tem o direito de ser informada sobre os registos que existem em seu nome. O processo é simples: basta ir ao site do Banco de Portugal e fazer a autenticação com a senha do Portal das Finanças ou Cartão de Cidadão.

Esta informação é importante porque, por vezes, pode existir um crédito de que já não se lembre ou que, por ter um valor baixo, até possa ser pago rapidamente.

A escolha de consolidar os créditos depende bastante dos valores e da situação financeira, pelo que deve avaliar vários fatores. Além disso, a decisão é tomada pela instituição bancária que vai avaliar uma série de fatores relacionados com a maior ou menor probabilidade de incumprimento.

Quando é uma boa solução?

Consolidar créditos pode parecer vantajoso, mas a verdade é que não é uma solução acessível a todos. Uma das condições essenciais é que não tenha prestações em atraso.

Se já entrou em incumprimento, o melhor será procurar outra solução ou, então, pagar as prestações em dívida e só depois avançar para a consolidação.

Se tem os créditos em dia, menos de 75 anos e não tem um histórico de incumprimento, reúne boas condições para poder consolidar créditos. No entanto, é também importante ter uma situação profissional estável e apresentar uma garantia, que pode ser um imóvel ou um fiador.

A taxa de esforço (percentagem do seu rendimento que é necessária para pagar as prestações) também vai ser analisada. O ideal é que ronde os 35% e que não seja superior a 50%. Nestes casos, se a resposta for positiva, consolidar créditos vai permitir reduzir as suas despesas com prestações, o que trará mais folga ao seu orçamento familiar.

Tendo só uma prestação, que é paga num único dia, poderá também ser mais fácil gerir o orçamento e planear as despesas do mês.

Quando escolher outra opção?

Consolidar créditos pode não ser a solução certa, sobretudo se já está em incumprimento ou se tem um historial nesse sentido.

As instituições financeiras também têm acesso à Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal e, caso a informação não seja positiva, o mais certo é que não aceitem o seu pedido para consolidação.

Créditos renegociados por incumprimento ou em litígio judicial, por exemplo, são sinais que costumam impedir a concessão ou a consolidação de créditos.

A Deco alerta também para situações como taxa de esforço elevada, desemprego, divórcio, doença ou redução salarial, considerando-as obstáculos à concessão desta consolidação.

A associação avisa ainda que nem tudo são vantagens. No caso de créditos de menor valor, para comprar eletrodomésticos, por exemplo, o prazo tende a ser alargado, ou seja, o valor total a pagar pode aumentar de forma considerável.

O mesmo se aplica aos créditos com TAEG mais baixas, já que, ao consolidar créditos, vai pagar mais por esses empréstimos.

A Deco alerta também para um “círculo vicioso de sobre-endividamento”. “Não raros são os casos de consumidores, que após a contratação de um crédito consolidado, voltam a contratar mais créditos, nomeadamente, o chamado crédito fácil”, alerta a instituição.

Por outro lado, e como os prazos de pagamento já são dilatados ao máximo (podendo chegar aos 120 meses) caso venha a sentir novamente dificuldades, será mais difícil renegociar, porque já não pode aumentar mais o período de pagamento.

Além disso, aumentando o prazo, aumentam também os juros a pagar pelo crédito.

O que fazer em caso de incumprimento

Se a sua situação financeira se complicou e prevê dificuldades em cumprir o pagamento das suas prestações, o primeiro passo é contactar o seu Banco o mais rapidamente possível.

As instituições bancárias, quando alertadas pelos seus clientes para o risco de incumprimento, podem ativar diversos mecanismos para apoiar na identificação de soluções adequadas.

No caso do Millennium bcp, pode contactar o Serviço de Acompanhamento Financeiro através do número 21 003 7501. Este serviço tem como objetivo ajudar a encontrar uma solução ajustada à sua situação financeira, permitindo a continuidade do cumprimento das suas responsabilidades.

Situações como desemprego, redução de rendimento, aumento de despesas recorrentes, doença no agregado familiar ou necessidade de cuidados a pessoas idosas são alguns exemplos em que se deve recorrer a este tipo de apoio.

Entre as várias soluções disponibilizadas pelas instituições bancárias encontra-se, por exemplo, a consolidação de crédito, que pode permitir reunir vários encargos num único financiamento, simplificando a gestão mensal e, em alguns casos, reduzindo o valor global da prestação.

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