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As diferenças entre crédito pessoal e cartão de crédito

Resumo

Crédito pessoal e cartão de crédito permitem financiar despesas, mas funcionam de formas muito diferentes. Conhecer as principais diferenças entre ambos ajuda-o a escolher a solução mais adequada e a evitar custos desnecessários. Descubra quando faz sentido optar por cada uma.

Casal jovem sentado no chão a imaginar a decoração da sua casa Casal jovem sentado no chão a imaginar a decoração da sua casa
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Tanto o crédito pessoal como o cartão de crédito são formas de pagar despesas quando não tem dinheiro disponível à ordem no momento, seja qual for o motivo. Mas as diferenças entre os dois são variadas. Vamos descobrir.

Diferenças base

O crédito pessoal é um empréstimo de valor fixo, concedido de uma só vez pelo Banco (ou outra entidade financeira), que é pago em prestações mensais durante um prazo definido, normalmente entre 12 a 84 meses. Este tipo de crédito está sujeito a um regime de taxas máximas.

Já o cartão de crédito é uma linha de crédito renovável, ou seja, tem um limite máximo que pode utilizar, pagar no final do mês (total ou parcialmente) e voltar a utilizar, sem necessidade de contratar novo crédito e sem um prazo de fim definido.

As taxas de juro também são diferentes. Tendem a ser mais baixas no crédito pessoal (entre 5% e 15%) do que nos cartões de crédito (entre 15% e 30%). O custo total do crédito pessoal é conhecido à partida; o do cartão de crédito depende da utilização que fizer.

Normalmente, o crédito pessoal é usado para despesas elevadas e planeadas. Já o cartão de crédito é usado para despesas correntes ou de emergência.

Quais são as taxas associadas ao crédito pessoal?

Nos contratos de crédito pessoal, a taxa de juro pode ser fixa ou variável e é aplicada ao capital em dívida ao longo de todo o prazo do contrato:

  • Taxa fixa: a prestação mensal mantém-se inalterada durante o contrato. Assim, sabe logo, desde o momento da contratação, o montante total de juros que irá pagar;
  • Taxa variável e a Euribor: a taxa contratada está indexada à Euribor (taxa de juro de referência interbancária do mercado europeu, conhecida como o indexante). Ao longo do empréstimo, a taxa de juro é revista com uma periodicidade igual à do prazo da Euribor escolhido. Assim, se o indexante for a Euribor a 3 meses, a taxa de juro do crédito pessoal é revista de três em três meses. Por isso, as prestações podem aumentar ou diminuir em função da evolução da Euribor ao longo do tempo.

As taxas máximas aplicáveis ao crédito pessoal são definidas tendo como referência a TAEG, ou seja, com base no custo total do crédito.

No crédito pessoal existem dois indicadores obrigatórios: a Taxa Anual Nominal (TAN) e a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG).

A TAN representa o custo associado exclusivamente aos juros do empréstimo e não inclui outros encargos cobrados pela instituição. Já a TAEG é o indicador mais completo, uma vez que representa o custo total do crédito. Engloba a TAN e todos os outros encargos aplicáveis:

  • Juros, comissões, impostos e outros encargos associados ao contrato de crédito
  • Seguros exigidos como condição para obter o crédito
  • Comissões de manutenção de conta, caso a sua abertura tenha sido obrigatória para aceder ao crédito
  • Comissões de utilização ou funcionamento de meios de pagamento necessários para o crédito

Não inclui:

  • Comissões ou despesas associadas ao incumprimento de obrigações contratuais
  • Comissões por reembolso antecipado do crédito
  • Despesas que o Cliente sempre suportaria para a aquisição dos bens ou serviços, independentemente do contrato
  • Eventuais custos notariais

Há essencialmente dois grandes tipos de crédito pessoal:

Um a que se aplicam taxas mais reduzidas e que se destina à educação, saúde, eficiência energética e locação financeira de equipamentos.

E outro que abrange a aquisição de bens e serviços não abrangidos pelo grupo anterior, como empréstimos para mobiliário ou equipamento doméstico, pagamento de viagens e crédito sem finalidade definida (crédito pessoal não consignado). Estes créditos estão sujeitos a taxas máximas mais elevadas do que os do primeiro grupo.

Quando escolher o crédito pessoal?

Escolha um crédito pessoal quando precisa de um montante elevado e definido, pretende pagar em prestações mensais previsíveis e procura uma taxa de juro, regra geral, mais baixa do que a de outras soluções de financiamento.

Por exemplo, um crédito pessoal pode ser a opção certa para fazer obras em casa, comprar um eletrodoméstico ou consolidar dívidas de cartões de crédito.

No Millennium temos uma oferta variada de Crédito Pessoal, seja qual for a sua necessidade.

Quando escolher o cartão de crédito?

Escolha um cartão de crédito quando pretende fazer despesas de menor valor, precisa de uma solução para uma emergência temporária ou quer beneficiar de vantagens como cashback, milhas ou seguros de viagem.

Use o cartão de crédito de forma responsável para não acumular dívida que mais tarde vai pesar no seu orçamento.

Siga sempre estas dicas:

  • Defina um limite máximo mensal para o uso do cartão
  • Acompanhe os movimentos ao longo do mês
  • Tente pagar a fatura sempre a 100%

Sempre que possível, opte pelo pagamento de 100% do saldo em dívida. Se pagar menos de 100% todos os meses, os juros incidem sobre o valor em dívida e o custo do crédito pode aumentar significativamente.

Ao contrário do crédito pessoal, o cartão não tem uma data de fim obrigatória, o que pode fazer com que não se aperceba do montante real da dívida.

Em resumo

Aproveite o crédito pessoal para despesas mais elevadas e planeadas, pois tem um prazo definido e normalmente taxas de juro mais baixas.

Use o cartão de crédito para compras do dia a dia ou despesas pontuais, pagando, sempre que possível, 100% do saldo em dívida todos os meses.

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