Seguro para animais de estimação: cuidados e custos
Os cuidados com um animal de estimação podem representar despesas significativas ao longo do ano. Um seguro pode ajudar a proteger o orçamento de imprevistos, como acidentes, doenças ou danos a terceiros. Conheça os principais tipos de seguro, coberturas, custos e benefícios fiscais das despesas veterinárias.
Contratar um seguro para animais de estimação é uma forma de assegurar que quaisquer imprevistos na vida do seu melhor amigo não têm impacto na sua vida financeira.
Porquê fazer um seguro para animais?
Ao ter um animal de estimação, é certo que vai ter de o levar ao veterinário e cuidar da sua saúde. Despesas veterinárias, como vacinas, consultas, exames, tratamentos e cirurgias, e até responsabilidade civil por danos a terceiros, podem estar assegurados.
O mercado já oferece várias soluções, que vão desde seguros de responsabilidade civil obrigatória para cães perigosos ou potencialmente perigosos até planos de saúde animal bastante completos.
Os seguros mais baratos custam desde cerca de 3€/mês. Os intermédios, que além da responsabilidade civil, também asseguram algumas coberturas de saúde, vão dos 8€ a 20€/mês. Os mais caros rondam os 30€ a 40€/mês, dependendo da raça e idade do animal.
Vale a pena ter um seguro se:
- O seu animal é ativo e tem risco de acidentes;
- Gasta mais de 200€ por ano em veterinário;
- O seu cão é de raça e propenso a doenças;
- Quer evitar despesas inesperadas, como tratamentos ou cirurgias dispendiosas;
- Tem um cão considerado perigoso ou potencialmente perigoso (neste caso é obrigatório ter seguro de responsabilidade civil).
Tipos de seguro e coberturas
Opcional para os restantes animais (mas recomendado).
Opcional para os restantes animais (mas recomendado).
O que deve saber antes de contratar?
- Limites de reembolso anual e franquias;
- Exclusões de condições pré-existentes (como displasia ou leishmaniose);
- Períodos de carência, ou seja, o tempo após a contratação em que certas coberturas ainda não estão ativas;
- Rede de clínicas veterinárias parceiras e a proximidade da sua residência;
- Cobertura apenas de acidentes ou de acidentes e doenças;
- Inclusão ou não de vacinas e prevenção.
Tenha também em atenção a idade do animal: quanto mais novo, mais baixo tende a ser o valor do seguro. O mesmo se aplica à raça, já que as mais propensas a certos problemas de saúde costumam ter um valor mais elevado.
Contratar um seguro cedo, enquanto o seu animal é jovem e saudável, é a melhor estratégia. Compare várias propostas antes de decidir e não hesite em pedir esclarecimentos sobre exclusões ou limitações.
No Millennium, temos o Seguro para Animais Domésticos Pétis, com diferentes níveis de proteção para cães e gatos, e coberturas que podem incluir responsabilidade civil, despesas veterinárias e medicamentosas, assistência em caso de desaparecimento e guarda do animal.
Simule e descubra a proteção adequada ao seu animal de estimação.
IRS, IVA e despesas com veterinários
Embora os seguros com animais não sejam dedutíveis em IRS, há despesas que são.
Pode deduzir 15% do IVA pago em despesas veterinárias, até ao limite de 250€ por agregado familiar. As despesas têm de constar em faturas comunicadas à Autoridade Tributária e Aduaneira por profissionais ou Empresas com atividade veterinária.
Esta dedução inclui também a compra de medicamentos de uso veterinário. Neste caso, pode deduzir 35% do IVA pago por qualquer membro do agregado familiar.
Por isso, não se esqueça de:
- Verificar se a clínica veterinária tem o CAE 75000 - atividades veterinárias;
- Pedir fatura com NIF nas clínicas veterinárias;
- Garantir que a fatura consta no seu E-fatura e está validada em atividades veterinárias.
Animais perigosos e potencialmente perigosos
Considera-se um animal potencialmente perigoso qualquer animal que, pelas características da espécie, comportamento agressivo, tamanho ou potência da mandíbula, possa causar lesão ou morte a pessoas ou outros animais. Nomeadamente os cães pertencentes a raças previamente definidas como potencialmente perigosas, bem como os cruzamentos de primeira geração destas, os cruzamentos destas entre si ou cruzamentos destas com outras raças.
As raças são as seguintes:
- Cão de Fila Brasileiro;
- Dogue Argentino;
- Pit Bull Terrier;
- Rottweiler;
- Staffordshire Terrier Americano;
- Staffordshire Bull Terrier;
- Tosa Inu.
Já um animal perigoso é qualquer um que:
- Tenha mordido, atacado ou ofendido o corpo ou a saúde de uma pessoa;
- Tenha ferido gravemente ou morto um outro animal, fora da propriedade do dono;
- Tenha sido declarado pelo dono, de forma voluntária, à junta de freguesia da área de residência, como tendo um carácter e comportamento agressivos;
- Tenha sido considerado pela autoridade competente como um risco para a segurança de pessoas ou outros animais, devido ao seu comportamento agressivo ou especificidade fisiológica.