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Ações, obrigações e fundos de investimento: qual a diferença?

Resumo

Ações, obrigações e fundos são alguns dos principais instrumentos de investimento, mas funcionam de formas diferentes. Conheça as características, vantagens e riscos de cada um. Saiba também como o seu perfil de investidor pode influenciar as suas escolhas.

Homem analisa gráficos de mercados financeiros em monitores Homem analisa gráficos de mercados financeiros em monitores
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Investir pode parecer complexo, mas, como em tudo na vida, é preciso começar e aprender.

Para começar a investir, o ideal é saber em que consistem os diferentes instrumentos de investimento e quais os riscos envolvidos.

Instrumentos de investimento

Os instrumentos mais conhecidos são as ações, as obrigações e os fundos de investimento.

Podemos dizer, de uma forma simples, que:

  • Ao comprar ações, está a comprar uma parte de uma Empresa, tendo maior potencial de retorno, mas também maior risco;
  • Já ao comprar obrigações, está a emprestar dinheiro ao Estado ou a Empresas. O risco é menor e o rendimento é mais estável;
  • Por fim, investir em fundos significa investir num conjunto diversificado de ativos, que podem ser ações, imóveis, matérias-primas, entre outros. O risco e rendimento dependem da estratégia do fundo.

As ações são instrumentos financeiros que representam uma participação no capital de uma empresa (sociedade anónima). Conferem direitos económicos e, em alguns casos, direitos de voto.

O risco é elevado: o preço pode oscilar rapidamente, depende da saúde financeira da empresa e não há capital nem remuneração garantidos. Por isso, antes de investir, deve analisar os riscos de mercado e de liquidez, os custos envolvidos e a informação disponível.

Já as obrigações são títulos de dívida em que o investidor empresta dinheiro ao emissor, recebendo juros (cupões) e o reembolso do capital na maturidade (data em que o prazo do empréstimo termina). Embora a maioria das obrigações tenha garantia do capital investido, pode existir risco de falência, insolvência ou outros fatores que impeçam o pagamento do capital e dos juros.

Há sempre o risco de crédito, porque o emissor pode entrar em incumprimento. Há também o risco de taxa de juro: quando as taxas sobem, o preço das obrigações tende a cair.

Por fim, os fundos são organismos de investimento coletivo que reúnem dinheiro de vários investidores para aplicar num conjunto diversificado de ativos. O investidor num fundo não detém diretamente os ativos, detém Unidades de Participação (UP) num Organismo de Investimento Coletivo (OIC), gerido por uma entidade gestora.

Estes instrumentos apresentam várias vantagens: são diversificados, têm gestão profissional, e têm acesso a mercados variados. Os riscos dependem muito da política de investimento do fundo (ações, obrigações, misto, etc.).

Os OIC dividem-se em dois grandes grupos:

  • Organismos de Investimento Coletivo em Valores Mobiliários (OICVM), que investem sobretudo em ações, obrigações ou outros valores mobiliários;
  • Organismos de Investimento Alternativo (OIA) que, por sua vez, em função do objeto principal do investimento, podem ser imobiliários, de capital de risco, de crédito, entre outros.

Também se classificam entre fundos abertos e fechados:

  • Nos fundos abertos, os investidores podem subscrever e resgatar unidades de participação a qualquer momento;
  • Nos fundos fechados, a subscrição só é possível durante um período pré-definido e o resgate acontece na data de liquidação do fundo.

Os riscos dos fundos de investimento dependem muito dos seus ativos. Isto significa depender das flutuações de mercado de ações, obrigações, matérias-primas, entre outros.

Há ainda os ETF, Exchange Traded Funds, que são normalmente fundos de investimento abertos, podem ser negociados em Bolsa e procuram replicar o comportamento de um indicador de referência, normalmente índices ou indexantes como o Nasdaq-100 ou o S&P 500. São negociados em Bolsa como ações.

Os indicadores de referência pode ser:

  • Instrumentos financeiros (como ações/obrigações), instrumentos financeiros derivados, fundos de investimento (ex.: hedge funds), entre outros;
  • Matérias-primas (commodities), incluindo metais preciosos, cereais, petróleo, etc.;
  • Taxas de câmbio;
  • Taxas de juro.

Por isso, o risco de investir nestes fundos depende sempre daquilo em que o fundo investe. Um fundo de ações tende a ser mais arriscado do que um fundo de obrigações.

Perfil do investidor

Não se esqueça que é importante diversificar os seus investimentos.

E, acima de tudo, é importante conhecer o seu perfil de investidor.

Fatores como a idade, a maior ou menor aversão ao risco, a disponibilidade para uma aplicação de curto, médio ou longo prazo e o nível e a oscilação da rendibilidade esperada ajudam a definir que tipo de investidor é.

Embora não exista uma classificação harmonizada de perfis de investidor entre as instituições financeiras, as designações mais comuns são:

  • Conservador ou prudente - este investidor procura produtos com garantia de capital e rendibilidades equivalentes às taxas de juro de curto prazo. Não gosta de arriscar o capital, o rendimento ou a liquidez, e prefere evitar grandes oscilações no valor dos seus investimentos. Dá preferência a produtos de capital garantido, mesmo que isso signifique uma rendibilidade mais baixa. Um exemplo de alocação: 70% em obrigações, 20% em fundos conservadores e 10% em ações, a curto e médio prazo (entre 1 e 5 anos). O objetivo principal é preservar o capital e obter um rendimento previsível;
  • Equilibrado ou moderado - tem preferência por produtos com garantia do capital investido. Porém, está disposto a assumir algum risco e alguma volatilidade, e procura, a longo prazo, obter uma rendibilidade acima das taxas de juro de curto prazo. Um exemplo de alocação: 50% em obrigações, 30% em fundos mistos e 20% em ações, a médio prazo (entre 3 e 8 anos). Consegue assim um equilíbrio entre proteção e crescimento;
  • Arrojado ou dinâmico - procura uma rendibilidade superior à média do mercado. Está disponível tanto para aplicações de médio e longo prazo, como para suportar oscilações nos preços dos produtos e assumir o risco de perda do capital investido. Um exemplo de alocação: 60% em ações e em fundos de ações, 20% em fundos mistos e 20% em obrigações a longo prazo (mais de 7 anos) O objetivo é maximização de rendibilidade a longo prazo.

A diversificação é essencial em todos os perfis. Os fundos são especialmente úteis para os perfis conservador e equilibrado, uma vez que permitem uma diversificação automática com menor esforço.

E não se esqueça, deve reavaliar o seu perfil de investidor de 2 em 2 anos ou quando houver mudanças na sua vida, como alteração de objetivos ou de situação financeira. Esta reavaliação pode ser feita através do Questionário de Perfil de Investidor, disponibilizado pelo seu Banco ou por outras entidades onde invista.

Se está a pensar começar a investir, conheça a nossa oferta de investimentos antes de decidir.

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