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Vale a pena investir durante o verão?

Resumo

O verão é uma boa altura para investir ou será melhor esperar por setembro? Saiba porque é que a sazonalidade, por si só, não deve determinar as suas decisões de investimento e conheça os fatores que realmente importam antes de aplicar o seu dinheiro.

Homem numa espreguiçadeira a consultar um gráfico de investimentos na App Millennium Homem numa espreguiçadeira a consultar um gráfico de investimentos na App Millennium
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O verão está aí e muitos investidores questionam-se sobre se devem investir durante esta época ou se devem esperar por setembro para voltar aos investimentos.

A sazonalidade tem impacto?

Há um ditado inglês conhecido nos mercados financeiros: «Sell in May and go away». Supostamente, os mercados de ações têm um desemprenho mais fraco entre maio e outubro do que no resto do ano.

 Este ditado surgiu porque, durante o verão, muitas empresas continuam a funcionar, mas grande parte dos investidores e outros participantes dos mercados financeiros estão de férias.

Mas não se trata de uma regra. Em 2024, por exemplo, o verão foi positivo. Ou seja, a sazonalidade existe, mas não justifica adotá-la como estratégia principal de investimento.

E o PSI 20?

O preço das ações no PSI 20 é explicado por fatores tanto internos como externos às empresas.

Do lado interno, destacam-se três fatores:

  • O equilíbrio financeiro a curto e a médio/longo prazo
  • A capacidade de gerar fluxo de caixa
  • O nível de investimento das empresas

Do lado externo, a inflação tende a penalizar as cotações, enquanto a evolução do Euro Stoxx 50 tende a potenciá-las, refletindo o efeito do sentimento geral dos mercados europeus sobre as ações portuguesas.

Perguntas que deve fazer a si mesmo

Mais importante do que tentar adivinhar em que meses os mercados vão crescer mais, é conhecer-se a si próprio como investidor.

Isso passa por saber qual é o seu perfil de risco, estar ciente da sua situação financeira atual, definir o horizonte temporal em que não vai precisar do dinheiro investido e ter claro o objetivo financeiro que pretende alcançar.

Tem tolerância a perdas? Se o valor do seu investimento cair de repente, consegue aguentar sem vender em pânico? Quando vai precisar do dinheiro? Daqui a um ano ou a oito? Se a resposta for mais a longo prazo, o mercado terá mais tempo para recuperar de eventuais perdas.

Antes de investir, é também importante avaliar a sua situação financeira atual: não ter dívidas de cartão de crédito ou de crédito pessoal e ter algum fundo de emergência guardado. Poupar para a reforma é diferente de poupar para a entrada de uma casa ou para criar essa reserva. Por isso, convém ter os objetivos bem separados.

Assim, antes de investir, deve ter uma reserva de emergência. Leia o nosso artigo sobre este tema para se preparar.

Lembre-se de:

  • Diversificar: não invista tudo num só instrumento; diversifique entre ações, ETF, obrigações e outros instrumentos que estejam de acordo com o seu perfil de investidor e os seus objetivos
  • Analisar as condições macroeconómicas atuais: é importante analisar a inflação, as taxas de juro fixadas pelo Banco Central Europeu e pela FED norte-americana e ainda estar atento ao crescimento económico, ao emprego, aos fatores geopolíticos (cada vez mais relevantes)
  • Escolher os seus ativos: analise as empresas em que quer investir. Devem ser sólidas, ter lucros consistentes e alguma vantagem competitiva. Além disso, procure diversificar, não só entre diferentes instrumentos financeiros, mas também entre várias geografias

E não se esqueça: comece por pequenos investimentos e vá aprendendo com os mercados.

Produtos de investimento a considerar

  • Depósitos a prazo: oferecem segurança e liquidez garantida, são adequados para capital de que pode precisar a curto prazo. Têm capital garantido e são abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000€ por depositante e por entidade
  • Obrigações do tesouro e obrigações de empresas: normalmente oferecem retornos acima da inflação e têm risco moderado
  • ETF: fundos negociados em Bolsa que replicam um índice ou estratégia de investimento, como ações ou matérias-primas

Pode ainda considerar contas poupança, PPR, certificados de aforro e certificados do tesouro. Existem também opções de maior risco, como ações, que exigem mais atenção ao perfil de risco antes de investir.

Se ainda está a ponderar no que investir, conheça a nossa oferta de investimentos e encontre a solução mais adequada ao seu perfil.

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